• Em dez anos, morreram em Portugal 5.424 pessoas em acidentes rodoviários. O prejuízo económico provocado para o país também foi estimado: 15 mil milhões de euros.


  • Estas informações foram avançadas pelo presidente da Associação Estrada Mais Segura, João Queiroz, numa sessão em Cascais para assinalar o Dia Europeu Sem Mortos nas Estradas, que tem como objetivo sensibilizar para os acidentes rodoviários no país.

  • Maioria dos portugueses com mobilidade reduzida tem dificuldades financeiras para fazer face a despesas de saúde. Vias públicas pouco acessíveis limitam o dia-a-dia. Ainda assim, muitos manifestam satisfação perante a vida.

Mobilidade reduzida

Victor Machado


Casa nem sempre adaptada, pouco dinheiro para suprir as despesas de saúde, pouca ajuda e barreiras arquitetónicas nos percursos e no interior dos edifícios impedem cerca de um terço dos nossos inquiridos de usufruírem de uma vida mais plena. Além disso, nem todas fazem valer os seus direitos. “Há muitas pessoas que os desconhecem. Com frequência, as pessoas tentam fazer as diligências necessárias, mas a desinformação é muito grande nos serviços de Segurança Social e de Finanças e nos centros de saúde.”, acusa Ana Luísa Sezudo, presidente da direção nacional da Associação Portuguesa de Deficientes. O nível de satisfação com a vida revelado pelo nosso estudo, mesmo assim, é positivo. Mais de 40% dos inquiridos com limitações de mobilidade graves, por exemplo, afirmaram estar satisfeitos com a vida.

  • O lixo na estrada é um dos principais problemas rodoviários no Reino Unido, com a limpeza das estradas a representar um dos custos mais elevados para a Highways England, equivalente britânico da Infraestruturas de Portugal (antiga Estradas de Portugal). O custo anual de limpar o lixo à beira da estrada é de oito milhões de libras, ou pouco mais de nove milhões de euros, ou seja, 200 mil sacos por 40 libras cada, que também é o valor de tapar um buraco na estrada.

Berlim:

Acessibilidade no Pergamoun museum

Foto: Acessibilidade no Pergamoun museum/ Divulgação
  • A capital da Alemanha, foi nomeada Cidade Acessível, em 2013, pela Comissão Europeia e pelo Fórum Europeu da Deficiência. Motivos não faltam. Berlim investe pesado para romper as barreiras arquitetônicas para pessoas com mobilidade reduzida. A maior parte das estações de metro são adaptadas para acessibilidade reduzida(cadeira de rodas); em alguns museus da cidade é possível tocar obras de arte, para os deficientes visuais; calçadas rebaixadas e semáforos sonoros também ajudam a tornar Berlim uma cidade acessível a todos.

  • O livro de reclamações é obrigatório em todas as lojas ou estabelecimentos com atendimento ao público, incluindo serviços e organismos da administração pública. A partir de 1 de julho, fica disponível online, mas apenas para reclamar dos serviços públicos essenciais.


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